Cinema é caro. Sair de casa (perdendo tempo, muitas vezes, no imprevisível trânsito de São Paulo), desembolsar até vinte reais para ver um filme e ter a sensação de que deveria ter ficado em casa vendo alguma coisa no Telecine não é muito bom. E filmes brasileiros tem a má fama de programa duvidoso, do tipo descrito acima.
Confirmando a impressão:
Benjamin, baseado no livro homônimo de Chico Buarque. Não li o livro, e portanto, não posso me arriscar a dizer se o filme é fiel ou não à obra literária. Como tem acontecido em outras produções nacionais, o que parece ser o ponto forte são as atuações, em especial as de Cléo Pires e Paulo José. A história de Benjamim Zambraia corre ambientada no pós-ditadura. O roteiro (apesar da participação de Jorge Furtado na finalização), com o perdão do termo, " escorrega no quiabo". E a trilha sonora, óbvia e pouco original, desaponta. Eu esperava músicas à altura do Chico.
1,99, um supermercado que vende palavras: deixa saudade de Nós que aqui estamos, por vós esperamos. A maior semelhança entre os dois filmes é o título, muito longo. Marcelo Masagão lançou um longa de ficção pretensioso, que tenta discutir conceitos como o consumismo e as transformações da sociedade que ameaça alçar vôo, mas nunca decola. Raso, fica cansativo na primeira meia hora.
Rechaçando a impressão:
Narradores de Javé: se ainda não viu, corra para o cinema. A história de um povoado — Javé — que tenta se salvar de ser inundado pela construção de uma hidrelétrica é engraçada e bem dirigida. A diretora Eliane Caffé chamou para o papel principal José Dumont, que faz Antonio Biá. Repare na química que rola entre atores profissionais e amadores. Ou melhor, tente descobrir quem é amador e quem é profissional.
|
|
||
![]() | ||
![]() | ||
![]() | ||
|
||